quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Aiiiii! Cresceram os dentinhos e com eles vieram as MORDIDAS!!! E agora?



Amamentação e ortodontia

Poucos sabem que a amamentação tem reflexos futuros na fala, respiração e dentição da criança.
 Quando a criança é amamentada, está não só sendo alimentada, como também fazendo um exercício físico importante para desenvolver seus ossos e musculatura bucal. Ao nascer, o bebê tem o maxilar inferior muito pequeno, que irá alcançar equilíbrio no tamanho em relação ao maxilar superior tendo seu crescimento estimulado pela sucção do peito. Toda a musculatura bucal é desenvolvida, músculos externos e internos, que, solicitados, desenvolvem os ossos.
Esse exercício é o responsável inicial no crescimento harmonioso da face e dentição. Usando mamadeira, esse exercício é quase inexistente, e a preferência do bebê pela mamadeira vem da facilidade com a qual ele ganha o leite, principalmente quando este flui por um furo generoso no bico. 

Maxilares melhor desenvolvidos propiciarão um melhor alinhamento da dentição, diminuindo a necessidade futura do uso de aparelhos ortodônticos. Músculos firmes ajudarão na fala. 
Durante a amamentação, aprende-se respirar corretamente pelo nariz, evitando amigdalites, pneumonias, entre outras doenças. Quando a criança respira pela boca, os dentes ressecados ficam mais expostos à cárie e as gengivas ficam inflamadas, os maxilares tendem a sofrer deformações e os dentes, a ficar "encavalados", aumentando também o processo de cárie.





A amamentação prepara o bebê para a mastigação:


A mamadeira costuma tomar-se uma companheira para a criança ao longo de anos, habituando-a a uma dieta mole e adocicada, que aumenta o risco de cáries (cárie de mamadeira); a criança tende a recusar alimentos que requeiram mastigação. Depois da amamentação, a mastigação correta continuará a tarefa de exercitar ossos e músculos. A amamentação prepara a criança para a mastigação. Muitas mães reclamam que seus filhos, já crescidos, não mastigam corretamente e recusam verduras e frutas, apreciando apenas doces e iogurtes. Esquecem-se essas mães de que o que os habituou a essa foi o uso prolongado da mamadeira. Mastigação incorreta pode levar também a problemas de obesidade e de estômago. Por isso, meu filho nunca usou mamadeira, uso somente copo ou quando precisei, dei na colher!

DENTIÇÃO:

Há mães que desmamam os filhos assim que vêem os dentinhos começando a nascer, mas não há problema -- nem grande perigo -- em dar o peito a uma criança que já tenha dentes. O surgimento dos dentes varia enormemente; na média, os primeiros dentes de leite rompem por volta dos 6 meses, mas há bebês que ficam desdentados até o primeiro aniversário, enquanto outros até nascem com dentes! Os dentes do meu bebê cresceram aos 8 meses. Eu ficava ansiosa para vê-los, mas confesso que até gostaria que demorasse um pouco mais! rs. A imensa maioria dos bebês não morde a mãe, mas eu não tive a mesma sorte!!! 

Na verdade, é impossível para o bebê morder o seio com os dois dentinhos inferiores que costumam ser os primeiros a nascer, já que a língua dele fica posicionada entre os dentes e a mama enquanto ele suga. Para morder, ele teria que recolher a língua, coisa impossível se ele estiver com a boca encaixada no seio. Porém, meu bebê achava engraçado meu grito de dor e parava de mamar para "brincar" comigo. 

Conforme vão nascendo mais dentes, pode ser que o bebê queira morder para aliviar o desconforto na gengiva. Você pode experimentar dar a ele um mordedor gelado antes ou depois de cada mamada. Não aplique pomada para a gengiva antes de amamentar, porque a língua do bebê pode ficar dormente, assim como a sua aréola, dificultando o aleitamento. Essas substâncias também podem irritar a pele sensível do mamilo. 




Aiiiii! Ele mordeu! E agora? 
Se você cair na minoria menos afortunada e seu filho morder seu seio, vai ser difícil não gritar. E é muito provável que sua reação natural assuste tanto o bebê que ele não se atreva a repetir o feito. Há bebês que ficam tão apavorados com o grito que passam a rejeitar o peito. A reação mais comum da criança, porém, é a de ficar curiosa e surpresa com o grito, e morder de novo para ver o que acontece. Tente manter a calma, pare de amamentá-lo, olhe-o nos olhos e diga um "não" firme. Comigo deu certo.
Mesmo que as mordidas comecem a virar rotina, dá para resolver o problema sem apelar para o desmame. Para isso, é essencial saber a causa da mordida:
• O bebê está caindo no sono: Alguns bebês mordem no final da mamada, quando adormecem. Fique atenta para ver se ele está dando sinais de que vai dormir e o retire do seio antes que isso aconteça!
• O bebê fica distraído: Há crianças que resolvem dar uma olhada para o lado e levar o mamilo com elas, para não parar de mamar. Mantenha seu dedo mínimo de prontidão para interromper a sucção rápido se o bebê virar a cabeça. Se você perceber que ele está prestes a morder, coloque seu dedinho na boca dele -- é melhor ele morder seu dedo que seu peito. Nunca o puxe na hora da mordida, pois você pode se machucar mais. Talvez você tenha que reduzir a duração das mamadas até essa fase passar.


O que fazer na hora da mordida 
• Diga "não" com firmeza, olhando nos olhos do bebê, e interrompa a mamada. Ele precisa associar a mordida à perda do seio -- a maioria dos bebês não gosta nada dessa separação.
• Aproxime-o ainda mais do seus seio, para que o nariz dele fique pressionado contra a mama. Ele vai ter que abrir a boca para respirar! Quanta maldade! rs.
• Se ele continuar, tire-o do seu colo por algum tempo, logo que ele morder.
• Se você acha que ele está tentando chamar a atenção, tente dedicar toda a sua atenção a ele durante a mamada.
• Aprenda a reconhecer quando ele está satisfeito.
• Só dê o peito quando ele estiver mesmo com fome.
• Tire-o do peito se ele estiver quase dormindo.
• Dê um mordedor à criança antes e depois da mamada.


Mas nuuuuuuuuuunca desmame por esse motivo... vamos lá, calma e FORÇA! 

Texto adaptado por Lívia Godoi
Fonte: 



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